quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O gosto do chão


Hora de se levantar...

Algumas vezes nos vemos no fundo...
No raso...
Dai é só pra cima que se pode olhar...
É só pra cima que se pode cair...

As marcas do chão ficam ali,
Enlameando nossa carne,
Impregnadas em nosso corpo,
em nosso coração...

Pra gente se lembrar sempre,

do gosto do chão...
... e do sabor do ar.

7 comentários:

Ricardo Valente disse...

Tá muito bom! O chão impregnando o corpo... bela metáfora! Abração!

Bruno disse...

Nao vou escrever o seu nome aqui, porque eu acho que estaria revelando algum segredo... mas, primeiro, quanto aos comentarios, a vontade, e muito bom ser lido e revisitado. Agora, este negocio de ficar impregnado do chao me lembrou muita gente como Mikhal Bakhtin e Raduan Nassar - Lavoura Arcaica - sinto uma falta dos meus livros - da literatura brasileira comigo- felizmente existem os blogues! Eu acho que este poema tem otimas ideias, principalmente em "pra gente se lembrar sempre, do gosto do chao ... e do sabor do ar..." eu acho que tao imagetico que pensei passar isto em um filme, talvez seja quase impossivel, tem coisas que so as palavras sabem dizer. No seu caso, a palavra e a imagem e e bem como diz Adriana Calcanhoto "eu gosto do mau gosto", ja ouviu esta musica?
abracao.

Vâmvú disse...

Obrigado, Ricardo. Valeu, sempre!
Abração

Bruno, não tem segredo nenhum não... (rsrs) Pode me chamar como quiser. Entendo muito bem isso que está sentindo por estar ai tão distante da pátria. Afinal vc fica ai até quando, tem data pra voltar ou vai ficar indefinidamente? Como te disse antes, os primeiros 3 meses é que são os piores, depois tudo fica mais tranquilo...
Obrigado pelo coment, sabe que quando eu escrevo ou quando surge uma idéia, sempre tenho a imagem dela, sempre me vem em forma de imagem junto com a escrita... muito interessante vc ter percebido isso dessa forma. Muito obrigado por tua visita e eu, vou ainda viajar mais pelos teus ecritos...
Abração

Valéria disse...

eu gosto das impregnações que enche de gente aquilo que somos...
"Pois que viver não é entrar no mar onde dá pé, Mas mergulhar com fé no maremoto" (Flora Figueiredo)
um beijo

Vâmvú disse...

Lindo verso de Flora Figueiredo. Obrigado pelo coment. Bjs.

Adriano Queiroz disse...

Que primor!

"É só pra cima que se pode cair..."
Adorei este trecho.

Vâmvú disse...

Obrigadão, Adriano.
Apareça quando quiser.
Abração